[de tudo]June 29, 2005 8:23 pm

O meu sobrinho G, que tem três anos, foi há uns tempos comigo ao café.
Encontrei-me lá com uma amiga, que tem a particularidade de ser cega.
Quando ela foi embora, expliquei ao G:
- Sabes G, a minha amiga tem uma doença nos olhinhos, por isso é que ela estava a falar contigo sem olhar para ti…
- Ah…e o que ela tem?
- Então, não consegue ver nada. Vê assim tudo escuro. É como se tivesse os olhos fechadinhos, fechadinhos.
- Ah…e porque?
- Não sei! (respondi assim porque não sabia como explicar esta situação a uma criança pequenina) É uma doença que ela tem, e vai ser sempre assim!
- Ah…

De volta a casa, ele foi encontrar a minha mãe na varanda:
- Sabes Bó, fui ao Redondo e comi pintarolas!
- Ai foi? E mais?
- E depois tava la aquela amiga que tem uma coisa nos olhos.
- Uma coisa nos olhos?
- Sim, tavam fechadinhos!
- Hum?!…
- ò Bó! Tem uma doença!
- Ah…Tava la a M.
- Sim, sim, essa amiga!
- O que tu querias dizer é que ela é cega…
- Pois, eu também tinha essa doença ontem à noite, mas depois… acordei!

Que fartote de rir que foi nesse dia!

[de tudo]June 27, 2005 12:13 am

Hoje vou falar-vos sobre traseiras, pela simples razão de esclarecer algumas situações e alguns tipos de comportamento.
Não, não são ‘os traseiros’, vulgo ‘bundas’, ‘padeiros’, ‘bidões’, ‘bumbums’, etc e tal.
Embora eles também entrem na história.

Bem, traseiras (de edifícios) são aquelas que nos habituamos a pouco ou nada ver, dependendo da localização e orientação destas. E também são aquelas que por muito que não queiramos estão lá!
Ora, o que me fez querer escrever um texto destes é que, a maior parte das vezes, nós tendemos a tratar as traseiras como:
_ algo que não se vê
_ algo que não é para ser visto
_ algo que supomos que mais ninguem vê e tem conhecimento.
_ algo que, mesmo que se veja do conhecimento de todos, não lhe é atribuida grande importância

Tudo isto é uma grande mentira e merece a minha preocupação, enquanto interveniente na cidade.
Senão vejamos a comparação.

Num ser humano, que parte do corpo apreciam?
Os homens olham só para a ‘fronha’ da mulheres, ou desviam os olhares para outro ponto, por vezes apanhando um torcicolo?

Mesmo não apreciando, voces descuram essa parte?
Vestem-se pela frente e deixam as traseiras desnudas, maltratadas?
As calças que usam só têm parte da frente?
E sendo peça completa, limpam só a parte da frente e deixam as traseiras de fora, para dar aquele ar (que agora é moda) de surro?
Hum…não me parece!

Quando se penteiam, presenteiam apenas a franja com os dentes do pente? Ou também penteiam a nuca (traseiras)?
Hum…não me parece!

Quando imaginam um carro, um sonho de carro, um ‘maquinão’, imaginam só a dianteira, ou imaginam o todo, 360 º ?

Quando olham um animal, apreciam a beleza do cornos, dos dentes e dos pelos, ou apreciam no todo?

Então, depois destas ‘achegas’, pergunto-me porque é que tanta gente faz das traseiras dos apartamentos marquises, colocando lá tudo o que não querem em casa? (se bem que deve haver um espaço deste género, atenção que não digo o contrário!).
Porque é que tanta gente coloca as máquinas do Ar Condicionado nas traseiras, como se se resolvesse o problema do feio?!? (Embora também saiba que por vezes é imprescindível tê-lo!).
Porque é que tanta gente descura a pintura das traseiras (fachada posterior), como se fosse o Pato Feio, e presenteia a fachada principal com nova imagem e cor?

É que,a cidade é de todos!
As vossas traseiras são as frentes dos outros! Às vezes, as únicas vistas de tantos outros!
Casas isoladas, mais tarde, ou mais cedo tornam-se vizinhas de outras.

E assim, todos estes pequenos nadas (de que é feita a vida) enchem e preenchem o nosso quotidiano.
Para nosso bem, e para nosso mal…

[de tudo]June 26, 2005 9:01 pm

Se o G8 aplicasse o dinheiro que gasta com armamento em ajuda aos países Sub-desenvolvidos, a pobreza era irradicada da face da terra.
Cada vez que me lembro disto, fico mal disposta e com os nervos à flor da pele!!!!

Ai, ai, ai!!! Raios partam os Senhores!!!

GRRRRR!

[de tudo]June 23, 2005 3:11 pm

Vamos lá então à histórinha que prometi contar, acerca da minha adoração pela bicharada.
O Homem Fantasma tinha razão, eu era Maria-Rapaz.
Talvez ainda continue a sê-lo.

Há uns 17 anos atrás, estando nós em 1988, tinha eu sete aninhos.
Ora, as passeatas, convívios, e actividades eram frequentes em minha casa. Eu e as minhas irmãs andavamos nos Escuteiros, e de cada vez que havia uma actividade os meus pais acompanhavam-nos.
Num sábado do dito ano, lá fomos nós fazer um raid de bicicleta até uma freguesia aqui perto. Eram 7 Km, nada de especial, mas para crianças como eu, era mais que suficiente para ficarmos estoiradas.
Chegados ao local, fizemos um pic-nic e depois passamos o tempo entre actividades.
E Maria-Rapaz como era, joguei um bocadinho de todos os jogos.
Mas a certa altura uma árvore do imenso pinhal chamou-me!
Sério! Chamou-me mesmo! E disse-me que tinha no tronco uns bichinhos, lindos, pequeninos, fofinhos, que me queriam conhecer.
Estão mesmo a ver…
Deixei todas as brincadeiras, os jogos, as sobremesas e lá fui eu inspecionar como era costume.
Peguei nos meus novos amiguinhos, pu-los nas mãos (sim, nas duas!) e fiquei vê-los passear para trás e adiante, num ritmo lento, próprio de quem é felpudo e se arrasta.
Depois de ter conversado com eles, lhes ter contado umas anedotas, ter perguntado pelos irmãos, enfim, de ter navegado pelo meu mundo, decidi ir mostrar a nova aquisição aos meus pais.
- Mãe! Olha que fofinhos…
- Pai! Anda ver o que encontrei!
O meu pai, arregalou os olhos, parou a olhar e segundos depois de ter ficado imóvel disse:
- Deita tudo ao chão! Não mexas! Pára! Não ponhas nas mãos! Não mexas em mais nada!
- Oh…mas são tão pequeninos…
O que se seguiu foi uma tremenda choradeira, porque nas mãos começaram a aparecer bolhas, grandes, que faziam muito calor e comichão.
Pois…quem mexe em bichos da madeira sofre este tipo de consequências.
As minhas irmãs acharam piada!
Todos os outros vinham espreitar, dizer como eu era traquinas, ingénua e afins.
Os meus pais abanavam a cabeça, com um sorriso no canto dos lábios.
Acredito que tivesse alguma piada, até porque agora rio-me.
Bem, lá encontraram um creme na mala de primeiros-socorros.
Lembro-me de ser fresquinho e um alívio para tamanha comichão, derivada de todos os pelos microcópicos incustrados na pele.
A volta para casa foi feita de carrinha, sempre a chorar.
Não por causa das dores e das mãos inchadas!
Mas porque estavam todos a voltar de bicicleta e eu não podia porque nem conseguiria segurar o guiador.

E então, jurei para nunca mais pegar em Bichos da Madeira.
Outros sim, mas desses…
NEVER MORE!

[de tudo]June 22, 2005 2:01 am

Era meia-noite e o Sol raiava por entre as trevas de um claro dia.
Um homem de pé, sentado
Num panco de pau, feito de pedra
Calado assim dizia:

Pode o céu criar batatas
Na terra estrelas haver
Mas eu deixar de cantar
Isso não, não pode ser!

Fui ao pinhal aos figos
Ataquei-me de cerejas
Veio o dono das castanhas,
- Ò Rapaz, deixa as laranjas!

Tiro liro liro, olé tiro liro
Tiro liro liro, e tal e etc.

Tiro liro liro, olé tiro liro
Tiro liro liro, eu bem te entendo!

[de tudo]June 21, 2005 8:46 pm

Sempre gostei de bichos, animais.
À custa disso tenho umas histórias engraçadas para contar.
A minha mãe que o diga…
Acampamentos era sinónimo de caça a estes ‘amiguinhos’! E quantos foram…
Mais tarde, passo cá para vos contar.
Agora…ESTUDO!!!

Ò Carriço, vê lá bem este paparazzo!


(Amorosa, 20 Abril ‘05)

[de tudo]June 20, 2005 12:42 am

Porque não posso ficar sentada à espera que o meu futuro floresça, tomo a iniciativa de lutar por ele neste espaço.

Há 31 anos, um decreto provisório veio permitir que pessoas não qualificadas assinassem projectos de arquitectura. Havia então pouco mais de 500 arquitectos em Portugal. Hoje, temos uma das percentagens europeias mais elevadas de arquitectos por habitantes (1 por 1.000), superior a países como a Espanha e o Reino Unido.

“É tempo de exigir dos arquitectos que assumam a sua responsabilidade no ordenamento do território, na melhoria do ambiente urbano e na qualidade arquitectónica do que se constrói em Portugal. “

Pensando nestes termos, e sabendo que há 31 anos existiam 500 arquitectos em todo o Portugal, é altura mais que suficiente de largar os lobbies, os compadrios, as especulações, em favor do MEU FUTURO (e do sacrifício dos pais…), e do futuro dos seguintes bloguistas:

ELA_o tecto
ELA_puta de vida ou nem tanto
ELE_um flash no pensamento
ELE_secca em erasmus
ELE_allegro ma non troppo
ELE_barriga de um arquitecto
ELES_absolute ego dance

O que se segue é um pedido a todos os que aqui passam.
O que se segue é uma forma de ajudar Portugal a crescer.
O que se segue é uma questão de direitos e deveres de todos os cidadãos.
O que se segue é um acordo justo.

O favor que vos peço, é que imprimam o documento (em formato PDF)
Petição Iniciativa Legislativa de Cidadãos e reunam o máximo de assinaturas possíveis.

Depois enviem por correio para:

Ordem dos Arquitectos
Travessa do Carvalho, 25
1249-003 LISBOA

(eu sei que é pedir bastante, mas se todos nos ajudarmos mutuamente…)

[de tudo]June 17, 2005 5:22 pm

A minha cidade é especial…
A minha cidade, como tantas outras, para tantos outros, é certamente a melhor!
Na minha cidade eu vivo, cresço, aprendo, sossego, passeio, rejuvenesço.
Na minha cidade tenho uma vida replecta de sonhos, de ilusões, de carinhos, de afectos, de lembranças.
Na minha cidade o Sol tem outro brilho.
Na minha cidade, a noite é linda, é mágica.
Na minha cidade a noite traz o que de melhor ela tem.

A minha cidade é a minha Vida!


(Largo da Porta Nova)


(torre da Menagem, um postigo da antiga muralha)


(Igreja Matriz)


(Largo do Apoio/Porta de Vila)

Barcelos, na margem direita do Rio Cávado, é uma cidade afidalgada, porta voz de um concelho que se ufana de ser o maior do país, em número de freguesias (89) e o maior em área geográfica de todo o Minho (336 Km²) e, caso raro, onde o sector secundário tem primazia (65%).

Barcelos inclui-se nos Caminhos de Santiago, e daí a “barca dos peregrinos” ou a “pequena barca” (Barc + ellus), como topónimo e sempre local de “passagem” para Terras do Alto Minho e da Galiza.

Barcelos é uma cidade rica de história onde podemos beber um Manancial permanente de escritos e de feitos a decifrar-se nos Velhos cartulários, nas ruas velhinhas de séculos, nos edifícios senhoriais, solares e casas de famílias, igrejas e templos, nos brasões e torres de menagem.

Com Foral outorgado por D. Afonso Henriques (1140 / 1146), chamando-lhe “minha vila”, é designada como “Santa Maria de Barcelos” pertencendo ao julgado do Neiva, nas inquirições de 1220 e 1226.

Em 1298, e, já no tempo de D. Dinis, é condado sendo o primeiro título nobiliárquico atribuído ao Conde D. João Telo de Menezes.

Mas foi D. Afonso, 8º Conde de Barcelos, filho bastardo de D. João I e genro de D. Nuno Álvares Pereira, quem mudando-se de Chaves para Barcelos, transfigurou todo o cerco urbano da vila ao construir, no início do século XV (cerca de 1412), o Paço dos Duques fazendo a ligação ao Palácio com a Ponte (de cinco arcos com talhamares de características góticas), a muralha que possuía três torres - da ponte, do vale e da menagem ou Porta Nova (hoje a única existente e onde fica o Centro de Artesanato e a Delegação de Turismo) e, a Matriz, reconstruída a partir de uma igreja românica do século XIII, com pórtico entre os dois contrafortes, com arcos de cinco arquivoltas e capitéis historiados.

Da mesma época, é o Solar dos Azevedos, construção quinhentista considerada a mais monumental das casas solarengas do norte do país, na freguesia de Lamas; a Casa do Condestável, com o brasão dos Pereiras; o Solar dos Pinheiros, atribuído a Pedro Esteves - ouvidor da Casa de Bragança; o pelourinho; a casa do alferes Barcelence; o Largo do Apoio com o velho chafariz.

Depois o Castro e o Castelo de Faria, cenário do feito histórico ocorrido no tempo de D. Fernando, narrado por Fernão Lopes: “o alcaide Nuno Gonçalves preferiu ser morto às mãos dos castelhanos a deixar que seu filho, Gonçalo Nunes, entregasse aos mesmos as chaves do Castelo”.

Região de Turismo do Alto Minho.

[de tudo]June 14, 2005 5:58 pm

A vida à noite tem um quê de especial…
São as luzes, os lugares, o cheiro, o ambiente…
Tem outra imagem, outra percepção, outra apetência.
A praia, vêmo-la abandonada, escura, fria, misteriosa, talvez perigosa.
E passear, à noite, é um prazer a que me dou.


Quantas linhas tem o horizonte?

(Póvoa do Varzim, 12 de Junho ‘05)

[de tudo]June 13, 2005 5:04 pm

[de tudo] 12:20 am

[de tudo]June 11, 2005 1:27 am

Voltei….
Mas tou relax…é que a cabeça, depois de tanto esforço esta semana tá a relaxar…
Agora vou passear…
Xiu, vá!

(Alentejo, 25 Abril 2005)

Vocês, distraiam-se um bocadito e vão aqui.
O meu grandioso e bonito amigo João Capela, é o Único Dançarino Internacional Português.
(que é como quem diz: é o corajoso que larga tudo, para seguir o sonho das Danças de Salão. Deixa cá família, amigos e demais vida, em busca de ‘outra’ vida) .
Ah! grande João, és o maior !!!

Para quem gostar, ele vai estar no pavilhão Rosa Mota, dia 30 de Julho!
Apareçam, que eu também..

(sempre foste o maior, pelo menos, maior que eu!)!!!