A propósito do Editorial, responsbilidade do Arquitecto Rui Barreiros Duarte, da Revista ‘Arquitectura e Vida’ de Julho/Agosto de 2005, acho conveniente transcrever uma parte, bastante elucidativa.

Reparem bem que a situação é comum e uma triste realidade.
Uma triste realidade para todos claro.
Porque embora grande parte da sociedade se ponha à margem dos acontecimentos e evoluções da cidade, esta continua sempre a ganhar ferida.
O problemático é que, esta ferida está disfarçada de Bela.
Mas na realidade, é o Monstro.

“…Nunca a Humanidade fez tantos e tamanhos disparates.
Tão bem e tão solidamente construidos(…).
Assinados por uns comerciantes que com título de arquitecto obtido não se sabe onde, nem como, depreciam a Arquitectura.
Para eles é indiferente e fazem-nos para uma Sociedade que também se mostra indiferente.
Que também, por ignorância, odeia a Arquitectura.

Uma Sociedade, a actual, cujo alimento espiritual são os ‘espertalhões’…”

Com estas palavras, Alberto Campo Baeza em “a ideia construida”, refere as construções que tomam o lugar da arquitectura, des(de)enhadas pela indiferença cultural de muitos projectistas - que encontram em Portugal um campo privilegiado de acção ao abrigo do Dec. Lei 73/73 - reflectindo uma sociedade dominantemente sem exigencias qualitativas, que valoriza o sucesso fácil, permitindo que os projectistas rentabilizem o lugar vazio da sua alm de artista.”

Rui Barreiros Duarte

E depois passem neste blog [o talento da mediocridade], uma boa descoberta.