perguntei-me durante muito tempo para que servia o meu blog. atenção! o meu. sim, nao me interessa se existem 500 mil de todos os feitios, gostos, credos e nacionalidades, vocações, ronhonho, ronhonho.
bom, tava a dizer que andei numas reflexões parvónias.
durante tempo nao sabia se escrevia para mim, para os outros, por vício. nao sabia se a satisfação vinha das ‘postas’, da reciprocidade dos comentadores, dos próprios comentarios [que fazem sempre encher o ego]. no fundo, pensava e nao pensava nisso. deixei correr. pensava… nao ligava.. pensava…
mas isto agora vem a proposito de ter andado a remexer nos arquivos. e ter percebido os grande altos e baixos em que andei. e ter percebido o grau dos desabafos. e ter percebido o nivel de pessoalização que transmiti. e de talvez me ter arrependido de me ter dado e mostrado tanto.
afinal, so com grande abstracção e distancia consideraveis é que conseguimos passar ao lado das coisas e fazer do blog um outro filme. com historias paralelas, numa outra dimensão.
mas nao arrependo! destas transportações do estado de alma surgiu um alivio estranho, anormal, mas um alivio. uma forma de auto-conhecimento também. mais que isso, auto-terapia.
acima de tudo, e como uma vez tinha dito:
estas são as minhas guerrilhas diárias, onde principalmente combato a mim mesma.
