[de tudo]October 31, 2006 2:37 am

ESTOU FARTA FARTINHA DESTA MERDA!!! bem tento ver a luz ao fundo do túnel, mas nada… nem sei se tenho forças pa lá chegar… nem sei se quero! quanto mais! vou dormir pode ser que passe.

[de tudo]October 30, 2006 12:47 pm

A Dona, mulher-a-dias cá de casa:

- Ò Sr. J., eu so vou la baixo buscar os dirigentes.

[ainda passei uns minutos a tentar decifrar o que eram dirigentes.]

[de tudo]October 26, 2006 10:27 am

18 Outubro ‘06, Barcelos - Porto - Barcelos, CP_regional/urbano

Menina?! Não ha comboio para o Porto! A linha está cortada na Trofa.
Ora bolas… Eu TENHO que assistir a esta aula. O PVA (nome carinhosos dado a um Senhor muito caricato, filho de um ilustre de Lisboa, o qual foi professor de José Hermano Saraiva) não perdoa faltas. Não perdoa quem não assiste à sua Teoria.
Menina! - diz-me o Senhor outra vez - A linha já abriu, pode comprar bilhete. Tanta era a chuva, que a cobertura da plataforma de espera nao estava a solucionar nada. Inclusivé chovia respingos dentro do tunel que passa por baixo das linhas. Vinha pelas escadas.
Supostamente estes comboios são novos, rápidos, eficazes. Até o são. Mas não impediu que pingasse dentro. Pessoas havia que ora se sentavam, ora se levantavam, trocavam de lugar.
As conversas entre pessoas continuam a ser do melhor.
“Ò Senhor! Bocê sái im Cámpanhá e troca.” “Troco pa uonde?” “Pá outra linha!” “Qual?” “Ai num sei… bái ber. Ora, bocê sai, bai à bilheteira qué ali na intrada e bê no pelacar. tá a ber?”
Eu saio em S. Bento, vou para a escola. Quase a entrar na sala aparece o PVA. “Vem para a aula? Das quatro? Ah… não há aula. Eu avisei lá em baixo. Não a avisaram? Desculpe…”
Rico passeio… o Porto é lindo de se passear a um dia de chuva… pfff… vou pra casa.

[de tudo]October 24, 2006 8:42 pm

Elbow playing ali ao lado. É de ouvir.

[de tudo] 1:07 pm

1. palavras da arquitectura por João Sousa, aluno do 5º ano de arquitectura na Escola Superior Artística Porto (ESAP).

2. NunoRebeloArquitectura por Nuno Rebelo.

3. Todo Felicidad por NievesVG, uma guapissima chica española!

[de tudo]October 23, 2006 11:50 pm

Ver um dejesto de gaivota passar a 1cm do nosso nariz é uma experiencia… sei la! encantadora?

[de tudo]October 20, 2006 7:24 pm

indo ou nao indo para a frente, pagar mais 16% de electricidade não é drama nenhum! o problema é que os portugueses não sabem poupar!
como é baratinho, liga-se!
como nao custa muito, deixa-se a maquina ligada, a luzinha, o candeeirinho.
tudo fica em stand-by. Off existe para muito poucos.
de férias, ninguém vai ao quadro desligar o que nao interessa. (convém o frigo ficar on)

poupem no combustivel, diminuam a poluição e vão de comboio!

[de tudo]October 19, 2006 10:02 pm

… outra coisa

tantos que navegam… ja nao há pachorra!

[de tudo] 10:00 pm

…e tudo esquecer

quando estava no carro, a caminho do porto, um texto em tom de desabafo estava na cabeça pronto a ir para o blog. este blog. como tantas vezes o faço. agora esqueci-me… mas era importante, porra!

[de tudo]October 18, 2006 1:45 am


[foto autom._Ferrara, Itália_Outubro ‘06]

[de tudo]October 17, 2006 1:19 am

entre três cidades. sem tempo…

[de tudo]October 13, 2006 1:17 am

texto ‘copiado’ daqui, simplesmente porque merece ser lido.

de
Rui Campos Matos
(escrito para o Diário de Notícias da Madeira, secção “Arquitectura e Território)

Quantas pessoas, quando chega o momento de construir a moradia com que sempre sonharam, não passam pela aflição de perguntar a si próprias: será que vou ter de aturar um arquitecto?
Neste pequeno artigo, tentarei explicar como construir uma nova casa, sem se sujeitar às exigências de um desses profissionais. Para que o empreendimento seja levado a cabo com êxito há que fazer três importantes escolhas: estilo, técnico e empreiteiro.

O estilo
Eis-nos perante a primeira decisão a tomar - o estilo da casa. Felizmente não é difícil porque existem apenas dois: o tradicional (também conhecido por rústico) e o moderno, que vem colhendo cada vez mais adeptos entre os jovens.
O tradicional caracteriza-se pelo típico telhado de aba e canudo, a janela de alumínio aos quadradinhos, a lareira de cantaria com a sua chaminé e o imprescindível barbecu, testemunho dos inumeráveis prazeres da vida rústica. Já o moderno é completamente diferente, tão diferente que até as coisas mudam de nome. O telhado desaparece, dando lugar à cobertura plana; a janela perde os quadradinhos e passa a chamar-se vão; à chaminé, em tubo de aço inoxidavel, chama-se fuga; e barbecu é um termo obsceno que deve ser evitado na presença das senhoras.
Não existem, pois, quaisquer espécie de dúvidas quanto a questões de estilo - ou se é tradicional ou se é moderno, as duas coisas ao mesmo tempo é impossível.

O técnico
Escolhido o estilo, há que escolher o alfaiate, que aqui designaremos pelo técnico. Trata-se de uma escolha muito fácil, porque o que não falta são técnicos. Intitulem-se eles construtores civis diplomados, agentes técnicos de engenharia, electricistas habilitados ou desenhadores habilidosos, todos se regem pela mesma cartilha, a de João de Deus: o pinto pia, a pipa pinga… Não passaram cinco anos a estudar arquitectura? Não estagiaram mais dois? Que importa isso? Concentremo-nos apenas nas suas virtudes:
1- Projecto elaborado em tempo recorde.
2- Preço: 999 €.
Mas como conseguem eles ser tão eficazes? É simples: antes de encomendado, o projecto já está feito. Até parece milagre! Mas não é, o que se passa é o seguinte: o técnico tem duas pastas no computador, uma para projectos em estilo tradicional, outra para os modernos. Escolhido o estilo pelo cliente, é fácil, emenda daqui, remenda de acolá e, numa tarde, o projecto está feito! Para quê complicar?
“Mas o rapaz parecia semi-analfabeto, disse que não podia assinar o projecto, mas que havia outro técnico que podia…”. Não é caso para preocupações, trata-se de uma situação corrente em que um técnico analfabeto paga a um técnico habilitado para que este, a troco de uns trocos, assine de cruz. Está tudo incluído no pacote e, (ironia do destino!), quantas vezes o técnico habilitado não é um arquitecto daqueles que faltaram às aulas de religião e moral…
Aprovado o projecto, o técnico já não é preciso para nada. É dizer-lhe adeus que ele até agradece, porque de obra não percebe nada nem quer perceber, quem percebe disso é o empreiteiro – a nossa terceira e última escolha.

O empreiteiro
O primeiro encontro entre cliente e empreiteiro costuma ser decisivo. É nele que terá de se estabelecer, entre o primeiro e o segundo, uma relação de confiança cega, em tudo semelhante à fé. A fé de quem acredita que, com um projecto feito por um técnico, que não especifica nada, que não pormenoriza nada e que não quantifica nada, não vai ser enganado por um homem que passa o dia a fazer contas de cabeça… Entre cinco pequenos empreiteiros, como escolher o indicado para construir a moradia? Infelizmente, chegados a este ponto, não posso recomendar senão fé, muita fé e confiança, porque tudo o resto é irrelevante:
1- O valor do orçamento é irrelevante, foi feito com base no projecto do tal técnico, é um número atirado para o ar, um número que, com os imprevistos, há-de subir ainda umas quantas vezes.
2- O prazo estabelecido para concluir a obra vai depender do bom ou mau tempo e, nesse capítulo, só Deus sabe.
3- As garantias dadas são as que estão na lei - cinco anos. Se a casa apresentar defeitos, reclame; se a reclamação não for atendida, recorra ao tribunal (também pode recorrer ao pai natal se achar que demora menos tempo…)
Em suma, não vale a pena perder tempo com ninharias, o mais importante é ter fé.

Conclusão
Se, apesar de conscienciosamente feitas estas três escolhas, as coisas não correrem lá muito bem, se a casa ficar pelo dobro do preço, se no Verão se assar lá dentro e no Inverno se tiritar de frio, se para abrir a porta do armário for preciso arrastar a mesa de cabeceira, se o vizinho protestar com o barbecu, se a cobertura plana meter água, não vale a pena desesperar, resta sempre a consolação de não ter tido de aturar um arquitecto.