18 Outubro ‘06, Barcelos - Porto - Barcelos, CP_regional/urbano

Menina?! Não ha comboio para o Porto! A linha está cortada na Trofa.
Ora bolas… Eu TENHO que assistir a esta aula. O PVA (nome carinhosos dado a um Senhor muito caricato, filho de um ilustre de Lisboa, o qual foi professor de José Hermano Saraiva) não perdoa faltas. Não perdoa quem não assiste à sua Teoria.
Menina! - diz-me o Senhor outra vez - A linha já abriu, pode comprar bilhete. Tanta era a chuva, que a cobertura da plataforma de espera nao estava a solucionar nada. Inclusivé chovia respingos dentro do tunel que passa por baixo das linhas. Vinha pelas escadas.
Supostamente estes comboios são novos, rápidos, eficazes. Até o são. Mas não impediu que pingasse dentro. Pessoas havia que ora se sentavam, ora se levantavam, trocavam de lugar.
As conversas entre pessoas continuam a ser do melhor.
“Ò Senhor! Bocê sái im Cámpanhá e troca.” “Troco pa uonde?” “Pá outra linha!” “Qual?” “Ai num sei… bái ber. Ora, bocê sai, bai à bilheteira qué ali na intrada e bê no pelacar. tá a ber?”
Eu saio em S. Bento, vou para a escola. Quase a entrar na sala aparece o PVA. “Vem para a aula? Das quatro? Ah… não há aula. Eu avisei lá em baixo. Não a avisaram? Desculpe…”
Rico passeio… o Porto é lindo de se passear a um dia de chuva… pfff… vou pra casa.